sábado, 24 de dezembro de 2011

Alma presa

Em meu corpo jovem carrego
A sina do cientista mais antigo.
Que leu à de luz vela pelo ego:
Garantiu a cegueira de castigo!


Carrego também o reumatismo
Da velha que na sua cama reside
E viver nesse eterno bizarrismo
Que quem acorda, e sobrevive.


Vivo jovem, numa alma velha
Numa mente de tantas décadas
Que não consigo nem contar!


E  de tanto desespero s'esgoela
A alma presa, sábia e esquelética,
E que não consegue se acomodar!